Ao ler rapidamente o título da reportagem do "Jornal da Tarde" trazida pelo estagiário do escritório - Fernando Amorim - "Em 5 anos, crimes virtuais crescem 6.513%" - não percebi a porcentagem correta...de inicio pensei que fossem 6 vírgula 513...mas não é! São, realmente, seis mil e quinhentos e treze por cento!!!
De acordo com a reportagem, a quantidade de fraudes no Brasil cresceu este número, entre 2004 e 2009, devido a diversos fatores. Mas o que me chamou a atenção e, principalmente, a identidade de pensamentos foram as palavras do Delegado de Polícia da Unidade de Inteligência Policial do DEIC, Dr. José Mariano de Araújo Filho, disse ele:
"O crime é online. A legislação, offline. Se temos suspeitas e precisamos colher informações de um provedor de acesso, temos de pedir mandado à Justiça, que decide se aceita ou não. (Temos de) esperar a Justiça notificar o provedor, o provedor responder à Justiça e só aí recebemos a informação. Nesse tempo, o suspeito já sumiu". (destaque meu)
Primeiramente, as sábias e bem arranjadas palavras do Delpol exprimem nossa mais crua realidade em relação ao Direito Digital, qual seja: NÃO TEMOS LEGISLAÇÃO PERTINENTE AO ASSUNTO!
Outro ponto bem explanado pelo Dr. José Mariano é a burocracia pela qual a Polícia Civil e Científica tem que lidar, enquanto os marginais cibernéticos gozam de total liberdade e impunidade para praticar os crimes virtuais.
Com tudo isso, mais uma vez, quem leva a pior?

Nenhum comentário:
Postar um comentário